Você já sentiu que, mesmo seguindo as orientações médicas à risca, a dor emocional persiste como um nó na garganta que não se desfaz? É muito comum acreditar que o remédio resolve tudo, mas quando falamos de luto e depressão, a química sozinha muitas vezes não alcança a raiz profunda do sofrimento. Existe uma diferença crucial entre silenciar um sintoma e compreender o que ele está tentando dizer sobre a sua história e as suas perdas.
O limite da medicação e a necessidade da palavra
Vivemos em uma sociedade que tem pressa para acabar com a dor. Quando a tristeza bate à porta, a resposta imediata costuma ser a busca por uma pílula que traga o alívio rápido. Não se trata de negar a importância da psiquiatria; em muitos casos, os medicamentos são fundamentais para restabelecer o equilíbrio biológico e permitir que a pessoa tenha condições mínimas de reagir.
No entanto, o medicamento atua no organismo, não na existência. Ele pode diminuir a taquicardia da ansiedade ou levantar o ânimo na depressão, mas ele não “sabe” por que você está triste. Ele não compreende a dor da perda de um ente querido, o fim de um casamento ou o vazio de uma carreira que já não faz sentido. É aqui que entra a psicoterapia psicanalítica.
Na psicanálise, entendemos que o sintoma — seja a angústia, a insônia ou a apatia — é uma mensagem. Tentar calar essa mensagem apenas com medicação é como desligar o alarme de incêndio sem apagar o fogo. O fogo continua lá, consumindo a estrutura silenciosamente.
A elaboração do luto através da escuta psicanalítica
O luto não é uma doença, é um processo de reconstrução. Quando perdemos algo ou alguém importante, o mundo como o conhecíamos deixa de existir. É preciso “falar sobre isso” para que a mente consiga organizar esse caos interno. Freud, o pai da psicanálise, já diferenciava o luto normal da melancolia (o que hoje chamamos de depressão grave).
A “cura pela fala” permite que você:
- Nomeie sentimentos que parecem confusos ou assustadores;
- Saia da posição de vítima das circunstâncias para autor da própria vida;
- Ressignifique a perda, encontrando novos lugares para o afeto que ficou sem destino.
Ao falar em um ambiente seguro, acompanhado por um profissional qualificado, você transforma a dor bruta em memória e aprendizado. É um trabalho de tecelão: fio a fio, a fala vai costurando os pedaços da história que se romperam.
Por que desabafar com amigos não é o mesmo que terapia?
Muitas pessoas pensam: “Eu já converso com meus amigos, não preciso de psicólogo”. O apoio social é valioso, mas a escuta de um amigo é diferente da escuta analítica. O amigo geralmente quer te ver bem rápido, dá conselhos baseados na vida dele e, muitas vezes, julga suas atitudes.
No consultório da psicóloga Cinthia Rebouças, a proposta é outra. Com mais de 10 anos de experiência clínica, ofereço uma escuta técnica, isenta de julgamentos morais e focada no seu inconsciente. O objetivo não é te dar conselhos prontos, mas ajudar você a escutar a si mesmo — algo que, paradoxalmente, é muito difícil de fazer sozinho.
A psicoterapia oferece um espaço de liberdade onde você pode dizer aquilo que não tem coragem de falar em nenhum outro lugar. É nesse espaço que o “vazio existencial” pode ser investigado e transformado em desejo de vida.
Um convite para cuidar de si em Brasília ou Online
A combinação entre acompanhamento psiquiátrico (quando necessário) e psicoterapia é, segundo diversos estudos da OMS e da APA, a abordagem mais eficaz para o tratamento da depressão moderada a grave. A medicação oferece o chão firme, mas é a fala que permite caminhar.
Se você reside em Brasília, seja na Asa Sul, Asa Norte ou arredores, ou se busca a comodidade do atendimento online (inclusive para brasileiros no exterior), saiba que não é preciso carregar esse peso sozinho.
Não espere que o silêncio se torne insuportável. Entre em contato hoje mesmo com a psicóloga Cinthia Rebouças e agende sua primeira sessão. Vamos, juntos, dar voz à sua história e construir novos caminhos para o seu bem-estar.




